Por que o preço da gasolina está subindo tanto?

Por que o preço da gasolina está subindo tanto?

Antes de apresentar os diversos motivos que estão causando o aumento do preço da gasolina, é necessário contextualizar alguns pontos.

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O petróleo

O primeiro ponto a ser levantado é sobre o petróleo. O petróleo é uma commodity utilizada mundialmente, e vale a pena ressaltar que commodity nada mais é que matéria prima. Normalmente as commodities possuem uma produção em grande escala e podem ser estocadas.

Além disso, as commodities são precificadas de acordo com a oferta e demanda. Dito isso sobre as commodities, fica mais fácil de esclarecer sobre o preço do petróleo, já que ele também é uma commodity.

Qual é a diferença entre WTI e BRENT

Existem diversos tipos de petróleo, e eles se diferenciam principalmente pela sua composição. Os petróleos mais leves, são mais fáceis de serem refinados e são transformados em seus derivados (óleo, gasolina, querosene etc), consequentemente sendo mais vantajosos. Já os petróleos mais pesados, mais barrosos, precisam de um refino mais trabalhoso.

Por conta dos diversos tipos de petróleo que existem e da sua utilização mundial, o seu preço também é cotado internacionalmente, através do que chamamos de barril de petróleo.

Existem dois tipos de cotação:

  • WTI (West Texas Intermediate): Produzido na região do West Texas, principal região petrolífera dos Estados Unidos. O WTI é o petróleo referência no país norte americano.
  • Brent: Produzido no Mar do Norte na região da Europa, é o petróleo referência da região, e inclusive utilizado como referência mundial quando o assunto é preço do barril de petróleo.

Ambos são cotados em dólar, porque o dólar é a moeda utilizada mundialmente.

Referência utilizada pela Petrobras

É necessário entender que o Brasil pode ser auto suficiente quando o assunto é produção de petróleo, ou seja, a produção de petróleo no Brasil é superior ao seu consumo. Porém não basta que o petróleo seja extraído, ele precisa ser refinado até chegar em seus derivados.

É aí que não possuímos auto suficiência e precisamos importar parte dos derivados e como consequência, exportar petróleo. Um dos motivos dessa importação é pelo fato das nossas refinarias não possuírem tecnologia suficiente para refinar o petróleo que é extraído no país.

Além disso, diversas etapas e fatores que compõem a cadeia petrolífera dependem da cotação internacional do barril de petróleo. Por essa razão, a Petrobras utiliza como referência, a cotação do preço do barril de petróleo que já é utilizado internacionalmente, o Brent.

Queda no preço do Barril de Petróleo

Agora que você já entendeu que existem diversos tipos de petróleo, mas são dois os tipos que são utilizados como referência internacional nos preços do petróleo, e a Petrobrás utiliza o Brent como referência, é necessário entender que o preço do barril de petróleo varia de acordo com a oferta e procura. Assim como acontece com a grande parte dos preços de produtos e serviços.

Quando há uma elevação na demanda por derivados do petróleo, há maior necessidade de produção da commodity, e consequentemente seu preço aumentará. O contrário também é verdadeiro.

De forma resumida, o que aconteceu recentemente foi uma baixa demanda por petróleo devido a pandemia que atingiu o mundo inteiro. Com a paralisação econômica global, as empresas encomendaram menos petróleo, as companhias aéreas não utilizaram suas frotas e os consumidores pouco utilizavam seus veículos.

Tudo isso gerou um aumento do estoque de petróleo, sendo o WTI ainda mais afetado que o Brent, já que a produção de petróleo WTI não pode simplesmente cessar. E o que ocorre quando há uma enorme oferta e uma baixa procura? Exatamente, o preço do barril de petróleo despencou. 

O preço do Brent chegou a ser inferior a US $20 dólares em abril de 2020, preço que não era negociado há quase 20 anos.

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O preço do WTI chegou a ser negativo em abril de 2020, algo que nunca havia acontecido na sua história. 

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Aumento no preço do Barril de Petróleo

Com uma recuperação econômica muito mais forte do que o previsto, rapidamente a demanda por petróleo voltou a subir.

Mas não basta “girar uma chave” para que a produção de petróleo mundial volte a ser a mesma do período anterior. O que nos leva a uma alta demanda, mas com uma dificuldade da oferta suprir essa demanda no mesmo ritmo. A consequência é a alta nos preços dos barris.

A oferta e demanda é o único motivo do aumento dos preços nos barris de petróleo? Não.

Devido a toda preocupação com o tema ESG – Environmental, Social and Governance (Governança Ambiental, Social e Corporativa), há uma forte pressão sobre a mudança da matriz energética no planeta.

Um dos exemplos mais recentes, é o fato de diversos países já terem sancionado leis que proibirão a produção de veículos a combustão.

Isso gera uma preocupação futura com a produção de petróleo, que em teoria será reduzida. Portanto as petrolíferas prevendo uma futura redução de demanda por petróleo, tendem a reduzir seus investimentos em maior produção da commodity, o que segue pressionando o seu preço.

Por que o preço da gasolina está subindo?

Devido a toda pressão que o preço do barril de petróleo está sofrendo mundialmente, temos ainda outro fator relevante: A cotação do dólar.

O real foi uma das moedas que teve a maior desvalorização frente ao dólar em todo o mundo. E são diversos os motivos para isso ter acontecido, mas nosso foco é o aumento do preço da gasolina, então sigamos.

Como o barril de petróleo é cotado em dólar, tivemos e temos o aumento mundial no preço do Brent e ainda tivemos o aumento significativo na cotação do dólar frente ao real. Essa combinação reflete um aumento ainda maior do Brent para o Brasil.

Aqui temos o principal fator do aumento no preço da gasolina: Um aumento do preço do barril de petróleo mundial, em conjunto com uma forte desvalorização do real frente ao dólar. A Petrobras realiza o repasse desse aumento às refinarias, que consequentemente chega ao consumidor final.

Composição do preço da gasolina

Agora vamos entender o que compõe o preço da gasolina, para entender o quanto esse repasse de preço às refinarias impacta no preço da gasolina.

De acordo com a Petrobras, entre os dias 19 e 25 de setembro, o percentual que cada item impactava no preço da gasolina era de:

  • Repasse de preço da Petrobrás: 33,4%
  • ICMS: 27,7%
  • Custo do etanol anidro: 16,9%
  • PIS/Pasep, Cofins e Cide: 11,3%
  • Distribuição e revenda: 10,7%

Com a composição acima, percebe-se que o que mais impacta no preço da gasolina é o repasse da Petrobras, seguido da cobrança do imposto ICMS.

Apesar da alíquota de ICMS ser diferente em cada estado brasileiro, ela não teve aumento recente. Porém esse imposto não é fixo e ele é cobrado diretamente nas refinarias. A questão é que a alíquota não incide sobre o preço do combustível na refinaria, a alíquota incide sobre um preço médio ponderado final (PMPF) que o consumidor final irá pagar. Mas esse preço médio é encontrado através de um cálculo, de quanto os consumidores já estão pagando na gasolina.

Portanto as distribuidoras e postos já compram a gasolina, pagando uma alíquota de ICMS que foi cobrada levando em consideração um suposto preço médio final.

Em resumo, caso o Preço Médio Ponderado Final (PMPF) seja elevado, o peso do imposto ICMS aumenta e consequentemente aumenta também o preço final na bomba de gasolina, mesmo que não haja aumento de alíquota.

O que é o congelamento de preços da gasolina?

Há muitos questionamentos sobre a possibilidade da Petrobras realizar o congelamento do preço dos combustíveis, ou seja, absorver para a empresa e não repassar o aumento dos preços do petróleo às refinarias.

Essa política de congelamento já aconteceu no Brasil anteriormente, como uma das formas de controlar a inflação, porém o resultado foi um prejuízo de mais de R$ 150 bilhões ao caixa da companhia.

Por que o congelamento de preços não deveria ser uma opção?

Já temos um conteúdo sobre o livre mercado e as consequências quando há interferência nos preços, mas vamos trazer isso para a realidade da Petrobras de uma forma simplificada.

Se faz parte da cadeia produtiva do petróleo negociações utilizando como referência o Brent, caso haja um aumento no Brent e no dólar, como estamos vendo atualmente, e esses preços da cadeia produtiva são congelados, fica atrativo as distribuidoras comprarem combustíveis apenas do Brasil.

Porém para as refinarias, não faz sentido continuar investindo em refino de petróleo, pois terão prejuízo ao importar derivados de petróleo a um alto preço e revender a um preço muito inferior ao quanto custou sua importação.

Nesse caso, apenas as refinarias da própria Petrobras continuariam ativas no refino do petróleo, assumindo os prejuízos financeiros, como já ocorreu alguns anos antes.

Além disso, não haveria oferta interna suficiente para suprir a demanda existente no país, o que causaria obrigatoriamente a necessidade de importação a um preço cotado internacionalmente.

Apesar de ser uma empresa estatal, em caso de a Petrobrás não apresentar lucros por um longo período de tempo e assumir dívidas que não consiga honrar, poderá ir à falência. Levando demissões em massa e causando um grande problema econômico ao país.

A alta nos preços da gasolina são reflexos de diversos fatores, e estão ocorrendo no mundo inteiro, não é algo específico apenas no Brasil.

Infelizmente são muitos os fatores diretos e indiretos que causam esse aumento no preço do combustível, justamente por essa razão, não são possíveis apontar como único responsável apenas um dos fatores que foram citados ao decorrer do texto. Mas de fato entender uma pequena parte do que causa esse aumento, faz com que fique claro a importância do preço seguir livre.

Fonte: Seu Futuro Capital

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